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Herdade Aldeia de Cima

Vinho Branco Garrafeira . Herdade Aldeia de Cima

Retrato de um saber antigo.
A Herdade Aldeia de Cima tem origem em 1758, mas a vivência cultural e tradicional de que é herdeira tem origens muito mais remotas. No passado da Herdade da Aldeia de Cima ecoam as vozes de fenícios, visigodos, romanos e sobretudo árabes que chegaram no século VIII e dominaram a região durante 500 anos, influenciando ainda hoje a cultura alentejana. Alguns estudiosos descrevem o alentejano como sendo alguém com o espírito de um romano no corpo de um árabe.

Sobre o vinho:
O Garrafeira Branco 2019 da Herdade Aldeia de Cima ergue-se com inspiração na riqueza singular do terroir da Serra do Mendro. Aqui, a quietude do tempo permite interpretar as origens, respeitando os elementos primários: solo, clima e casta. Neste branco de balseiro, um vinho único e intemporal, encontram-se texturas finas, notas minerais e aromas intensos a fruta fresca, combinadas com a complexidade que as castas autóctones plantadas em altitude, e temperadas pelos ventos frescos do Atlântico, lhes conferem.
Na Herdade Aldeia de Cima, na Serra do Mendro, no concelho da Vidigueira, selecionados o Antão Vaz, Arinto e Alvarinho, após uma decantação lenta a temperaturas baixas, o lote inicia a sua fermentação sur lie no balseiro nr. 7 Radoux de madeira nova de carvalho francês. De um nível sensorial exigente, é efetuado um trabalho meticuloso na manutenção das borras em suspensão, procurando finesse e cremosidade. Uma enologia de contemplação preserva-lhe um carácter exclusivo. Por fim, a fermentação e o estágio de nove meses neste balseiro e o contato com a madeira de grande volume dá-lhe um equilíbrio natural, intensidade e a sofisticação de um vinho intemporal.
Embora pareça ser uma nova tendência mundial, na verdade, a produção de vinhos em grandes balseiros e toneis é tradicional, desde sempre, nas regiões ditas do Velho Mundo Europeu – Toscana, Borgonha, e em Portugal, no Alentejo.

Castas: Antão Vaz (70%), em conjunto com Arinto (25%) e Alvarinho (5%)

Vindima:
2019 revelou-se um ano vitícola relativamente atípico do ponto de vista climatérico, não só pelo inverno com baixa pluviosidade, o que por si só permitiu reduzir alguns focos de doenças, mas sobretudo, pela grande variação de temperaturas médias, potenciou um ligeiro avanço no ciclo vegetativo. Este avanço foi-se esbatendo com as chuvas da primavera e a evolução climatérica registada posteriormente e foi bastante favorável à qualidade fitossanitária das uvas. Amplitudes térmicas acentuadas, com dias quentes e noites frescas, permitiram maturações equilibradas e excelentes níveis de acidez.
Com início a 26 de agosto e término a 27 de setembro, a vindima decorreu de forma regular, com mostos de muita qualidade, resultando em vinhos profundos, com exuberância aromática, densos e de elevada concentração.No que às castas brancas diz respeito, o Alvarinho e o Arinto surgem como as primeiras a serem vindimadas, apenas seguidas 15 dias depois pela Antão Vaz. Colhidas no seu tempo ótimo, as uvas rececionadas na Herdade Aldeia de Cima apresentavam um equilíbrio extraordinário entre acidez total e açúcares, sendo o mote ideal para os maiores desejos da produção e enologia.